Escrito por André Casaca·Real Estate Manager·3 min de leitura
O tempo passa depressa, e as reviravoltas são, muitas vezes, inevitáveis.
Há um ano estava decidido a desistir
Há cerca de um ano, estava decidido a colocar fim à minha “jornada de empreendedor” – ou, quem sabe, de “idiota” – desgastado pela desilusão e pela falta de confiança. Sentia-me encurralado, com problemas que não estavam sob o meu controlo. Passava noites em claro, a pensar nas consequências caso algumas decisões de terceiros fossem desfavoráveis. Esse sentimento de impotência consumiu-me durante meses, até que resolvi intervir de forma mais incisiva.
Hoje, ao relembrar algumas conversas e reler alguns dos emails que enviei naquela altura, lembro-me das recomendações que me eram dadas:
“André, não faças isso. Podes ter problemas.”
“André, tem calma. Espera mais uns meses. Vai tudo correr bem.”
“André, não pressiones muito. Podes ter consequências.”
Estas palavras mantiveram-me acordado muitas noites. Mesmo sabendo que os conselhos eram para meu bem, fiz o que senti que tinha de ser feito. Sem planos A, B ou C, sem ideias mirabolantes – o único objetivo era resolver. Quem já esteve nesta posição sabe o que é. Quando olho para trás, ainda sinto “calafrios”, mas reconheço o quanto aprendi e valorizo muito quem me apoiou (e, na verdade, também desvalorizo quem deixou de atender o telefone). Hoje, tenho plena consciência de que são os momentos difíceis que nos ensinam a confiar – e a desconfiar – de nós próprios. Foram tempos duros, mas que me ajudaram a crescer.
Querem saber o resultado? Safei-me. “Com uma asa partida e outra torcida”, mas com “vontade de voar”!
O trimestre: equipa, pipeline e novos serviços
Agora, no 3.º trimestre de 2024, os desafios são outros, mas continuamos a crescer aos poucos. Damos as boas-vindas ao mais recente membro da equipa, o jovem Gonçalo, que veio reforçar a comunicação com o mercado e o acompanhamento personalizado aos clientes. Expandimos o pipeline de Projectos de Consultoria, concluímos outros e avançámos com novas fases nos projectos de Promoção Imobiliária, que exigiram decisões estratégicas. Atendemos a pedidos de novos serviços por parte dos clientes e renovámos o nosso website.
Crescer, subcontratar ou trazer sócios?
As dúvidas continuam a surgir todos os dias: fará sentido expandir os serviços que oferecemos, aumentando os recursos humanos (e, consequentemente, os custos fixos) enquanto asseguramos o controlo da qualidade? Deveremos recorrer a parcerias externas e coordenar os processos com estas?
Ainda não temos respostas definitivas para estas questões. Contudo, poderá ser sensato considerar a entrada de “novos sócios” com competências complementares às que temos atualmente. Nas próximas semanas, tomaremos decisões cruciais.
Em resumo, este foi um trimestre positivo, com um crescimento superior a 60% em relação a 2023. Mas, como se diz no futebol, enquanto o árbitro não apita, o jogo não termina. Sabemos que nada está garantido e que tudo pode mudar rapidamente. Continuamos a evoluir, sem pressas, mas com um compromisso inabalável com a qualidade dos serviços e com as relações comerciais que construímos com clientes e parceiros.
Para além disso, agora é o momento de começar a preparar 2025 com confiança – um ano que será, certamente, repleto de grandes oportunidades, onde saberemos escolher o caminho certo.
Nota Complementar: Vamos apostar fortemente no investimento imobiliário e procuramos parceiros com uma visão a médio/longo prazo. Caso tenhas interesse em fazer parte deste projecto, envia-nos um email para marketing@laplace-intelligence.com.
Até breve,
André Casaca
Perguntas frequentes
Como cresceu a Laplace no terceiro trimestre de 2024?
Foi um trimestre positivo, com um crescimento superior a 60% em relação a 2023. O artigo mantém a ressalva de que, como se diz no futebol, enquanto o árbitro não apita o jogo não termina, nada está garantido e tudo pode mudar rapidamente.
O que se passou no ano anterior a este balanço?
O autor relata que, cerca de um ano antes, estava decidido a pôr fim à sua jornada de empreendedor, desgastado pela desilusão e pela falta de confiança, sentindo-se encurralado com problemas fora do seu controlo e passando noites em claro a pensar nas consequências caso decisões de terceiros lhe fossem desfavoráveis. Agiu de forma incisiva, contra os conselhos que recebia para ter calma e não pressionar, e resume o resultado como "safei-me, com uma asa partida e outra torcida, mas com vontade de voar".
Que decisões de crescimento estavam em aberto?
Três questões sem resposta definitiva à data: se faria sentido expandir os serviços aumentando recursos humanos, e logo custos fixos, mantendo o controlo de qualidade; se se deveria recorrer a parcerias externas coordenando os processos com estas; ou se seria sensato considerar a entrada de novos sócios com competências complementares às existentes. O artigo anuncia que decisões cruciais seriam tomadas nas semanas seguintes.
O que aconteceu na Laplace nesse trimestre?
A entrada de Gonçalo na equipa, para reforçar a comunicação com o mercado e o acompanhamento personalizado aos clientes; a expansão do pipeline de projetos de consultoria e a conclusão de outros; o avanço de novas fases nos projetos de promoção imobiliária, que exigiram decisões estratégicas; a resposta a pedidos de novos serviços por parte de clientes; e a renovação do website.
Que lição o autor retira dos momentos difíceis?
Que são os momentos difíceis que ensinam a confiar, e a desconfiar, de nós próprios. Acrescenta que valoriza muito quem o apoiou e que desvaloriza quem deixou de atender o telefone.
Um abraço e até breve
Laplace




