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Laplace Real Estate Intelligence

O Mercado Visto da Rua: Perspetiva do Segundo Trimestre de 2024. Olá Verão!

O Mercado visto da Rua

André Casaca

Edifício devoluto de um piso, com reboco a cair e telhado de telha, ao lado de um terreno de ervas secas, sob céu azul.
Opinion Articles11 Julho 2024

Escrito por André Casaca·Real Estate Manager·5 min de leitura

Como tive oportunidade de vos escrever anteriormente, 2024 tem sido um ano positivo.

Os números do trimestre

Quando analiso os resultados do 4º Trimestre de 2023 e comparo com o 1º Trimestre de 2024, verifico um crescimento na ordem dos 47% (Artigo Sugerido: Perspetiva do Primeiro Trimestre de 2024. Boa Páscoa.).

O segundo trimestre de 2024 manteve a tendência crescente do primeiro, consolidando o “Plano de Emergência” idealizado no final de 2023.

Em resumo, o 1º semestre de 2024 registou um crescimento de 78% face ao período homólogo em 2023.

Existirá uma razão “óbvia” para esta evolução ou foi mera sorte?

De empreendedor a empresário

Confesso que não tenho a certeza. No entanto, sinto que deixei de pensar apenas como empreendedor e decidi “candidatar-me” a pensar como empresário, com todos os riscos que esta responsabilidade acarreta. A sensação é estranha. Um misto de medo, coragem e muito foco na qualidade e diferenciação dos serviços prestados.

Analisando o passado, julgo que muitas vezes me faltou coragem para arriscar mais. Tive medo que as minhas “estranhas ideias” colocassem em risco outras pessoas. Verdade seja dita, também me cansei de ouvir “isso não é possível” e tive medo de contrariar as odds.

Quando vivemos na constante “RAT RACE”, sem “tempo” (ou será coragem?) para parar e pensar estrategicamente, criamos as condições perfeitas para o falhanço.

A neblina cresce e a visão ofusca-se. Além disso pensamos sempre que “parar é o fim do mundo” porque ninguém nos prepara nem ensina a ultrapassar as falhas e fracassos.

Talvez por essa razão não estejamos preparados para aceitar, repensar, reorganizar e recomeçar.

Tenho feito um esforço para tentar melhorar a minha mentalidade. Aprendi a aceitar as falhas e a confiar nos processos com princípios bem definidos. É fundamental investir tempo na consolidação dos processos.

A falha como princípio

“A falha”, que tanto odiava, passou a ser um princípio.

Hoje, “falhar” faz parte do modelo de negócio. Se não existir falha, pode significar que existe demasiado conforto. Não há evolução e otimização. O conforto pode ser um inimigo implacável para quem ambiciona liderar equipas e ser um empresário de sucesso, com resultados diferenciadores.

O que se fez no trimestre

Depois desta extensa introdução, partilho o resumo do 2º Trimestre de 2024.

Planear, Testar, Melhorar e Consolidar foram as palavras que melhor definem a trajetória dos últimos 3 meses.

Finalmente, definimos os serviços específicos que nos propomos a prestar no âmbito da atividade de consultoria imobiliária.

Felizmente, tivemos oportunidade de os colocar em prática. Passo a enumerar.

  1. Aconselhámos clientes de forma totalmente personalizada, tendo em conta as suas necessidades específicas. Dos processos desenvolvidos destacamos clientes com a necessidade de valorizar o seu património imobiliário e clientes com necessidade de apoio na aquisição de ativos imobiliários com inquilinos em situação vulnerável ou contratos vitalícios.
  2. Desenvolvemos Análises de Viabilidade de Projetos Imobiliários para clientes de Norte a Sul do País. Maia, Lisboa, Setúbal, Sesimbra, Évora e Lagos foram as localizações em evidência. Complementarmente, também tivemos oportunidade de desenvolver Relatórios de Monitorização de Projetos Imobiliários, com o propósito de analisar e reportar riscos potenciais, sugerindo as respetivas medidas de mitigação.
  3. Iniciámos o processo de Desenvolvimento Imobiliário de dois Edifícios situados em Lisboa. Criação da estratégia de Desenvolvimento, Coordenação e Apoio à Tomada de Decisão dos Donos de Obra (Proprietários) foram as principais funções assumidas. Projeto 1 – Renovação de Edifício composto por 8 apartamentos e 2 lojas para colocação no mercado de arrendamento; Projeto 2 – Renovação e Ampliação de Edifício para Habitação Própria Permanente.

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Foi um trimestre “heterogéneo”, sem dúvida.

Tenho a certeza que entregámos muito valor. Fica a sensação de dever cumprido e a responsabilidade de continuar a evoluir, otimizando processos e melhorando a experiência dos clientes.

Estamos a construir o caminho que nos permitirá evoluir progressivamente. O crescimento será uma consequência dos processos implementados.

Pensadores independentes com objetivos audaciosos

Como descreve Ray Dalio, “tudo começa com a interação entre Pensadores independentes com objetivos audaciosos”.

Neste capítulo, os resultados foram excepcionais.

  1. Consolidámos as relações comerciais com o Hugo Laranjeira e o Miguel Neves. Estes “miúdos” serão sempre peças fundamentais na engrenagem do negócio. O Hugo tem um coração de ouro e um talento diversificado. Vai fazer coisas muito bonitas no nosso mercado, não tenho dúvidas. O Miguel é um verdadeiro mestre do Design e tem uma atitude perfecionista em tudo o que faz. Vai chegar longe.
  2. Confiámos os processos tecnológicos ao Nuno Poço, um profissional de mão cheia com uma capacidade de trabalho fora do normal. O Nuno tem enormes capacidades e é um autodidata que adora implementar e testar. À medida que a sua autonomia cresce, os resultados demonstram a sua resiliência.
  3. Reforçámos significativamente as relações comerciais com o Miguel Amaral. Além das excelentes competências profissionais e respetivo sentido de Ética, o Miguel é um ser humano diferenciado que nos atende(u) sempre o telefone e ajuda(ou) nos momentos difíceis.
  4. Recentemente, demos as boas-vindas ao Pedro Almeida que se tornou o primeiro colaborador a tempo inteiro. O seu talento, competência e capacidade de execução estão muito acima da média. Em muito pouco tempo, tornou-se uma enorme mais-valia para o ecossistema de “Pensadores Independentes com Objetivos Audaciosos”.

Confesso que é um privilégio estar rodeado de pessoas com valores similares, talento de sobra e ganas de vencer.

Também estou consciente que não alcançámos nada e o caminho para atingir os objetivos é longo e tumultuoso.

Como se costuma dizer, “a sorte protege os audazes”. Mãos à obra.

Até breve,

André Casaca

Perguntas frequentes

  • Como cresceu a Laplace no primeiro semestre de 2024?

    Comparando o 4.º trimestre de 2023 com o 1.º trimestre de 2024, o artigo verifica um crescimento na ordem dos 47%. No conjunto do primeiro semestre de 2024, o crescimento foi de 78% face ao período homólogo de 2023, consolidando o "Plano de Emergência" idealizado no final de 2023.

  • Que serviços de consultoria imobiliária foram prestados nesse trimestre?

    Três frentes. Aconselhamento personalizado, com destaque para clientes que precisavam de valorizar património imobiliário e clientes que precisavam de apoio na aquisição de ativos com inquilinos em situação vulnerável ou contratos vitalícios. Análises de viabilidade de projetos de norte a sul do país, Maia, Lisboa, Setúbal, Sesimbra, Évora e Lagos, e relatórios de monitorização que analisam e reportam riscos potenciais sugerindo medidas de mitigação. E o início do desenvolvimento imobiliário de dois edifícios em Lisboa.

  • Que projetos de desenvolvimento imobiliário arrancaram?

    Dois edifícios em Lisboa, com a Laplace a assumir a criação da estratégia de desenvolvimento, a coordenação e o apoio à tomada de decisão dos donos de obra. O Projeto 1 é a renovação de um edifício composto por 8 apartamentos e 2 lojas para colocação no mercado de arrendamento. O Projeto 2 é a renovação e ampliação de um edifício para habitação própria permanente.

  • Porque é que a falha é tratada como um princípio?

    Porque, na formulação do artigo, "falhar" passou a fazer parte do modelo de negócio: se não existir falha, pode significar que existe demasiado conforto, e sem isso não há evolução nem otimização. O autor descreve o conforto como "um inimigo implacável" para quem ambiciona liderar equipas e obter resultados diferenciadores, e relata ter feito um esforço para aceitar as falhas e confiar em processos com princípios bem definidos.

  • Quem integrava a estrutura da Laplace em meados de 2024?

    O artigo nomeia cinco pessoas e os seus papéis: Hugo Laranjeira e Miguel Neves, com relações comerciais consolidadas, o segundo descrito como mestre do design; Nuno Poço, a quem foram confiados os processos tecnológicos; Miguel Amaral, com competências reforçadas em transações e destacado pelo sentido de ética; e Pedro Almeida, que se tornou o primeiro colaborador a tempo inteiro.

  • O que é a "RAT RACE" a que o artigo se refere?

    A condição de trabalhar constantemente sem tempo, ou, como o texto questiona, sem coragem, para parar e pensar estrategicamente, o que na leitura do autor cria as condições perfeitas para o falhanço: "a neblina cresce e a visão ofusca-se". Acrescenta que se pensa sempre que parar é o fim do mundo porque ninguém nos prepara nem ensina a ultrapassar falhas e fracassos.

Um abraço e até breve

Laplace

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