Escrito por André Casaca·Real Estate Manager·2 min de leitura
Uma evolução forçada, não uma estratégia
Não foi uma estratégia brilhante desenhada numa sala de reuniões. Foi uma evolução forçada pela realidade do mercado.
A lição cara: pipeline sem monetização é ilusão
Na Laplace Real Estate Intelligence aprendemos da forma mais cara que gerar pipeline sem o conseguir monetizar é uma ilusão bonita. No imobiliário, os ciclos são longos, às vezes muito mais do que o esperado. E uma empresa sem cash-flow, por muita capacidade técnica que tenha, morre.
Por isso evoluímos e mudámos de posição.
2024: prestação de serviços
Em 2024 focámos na prestação de serviços.
2025: testar onde criar valor
Em 2025 testámos variantes para perceber onde podíamos fazer a diferença na criação de valor.
Hoje: coinvestimento em processos
Em 2026 co-investimos com os nossos clientes e parceiros, tempo, know-how e capital.
A aposta atual é clara: valorização patrimonial em terrenos ou edifícios onde ninguém quer entrar por falta de certezas de licenciamento ou otimização dos projetos.
O proprietário não investe porque “não sabe o que pode fazer e entende que quem compra é que decide”.
O mercado não compra porque “falta validação urbanística ou o projeto não se enquadra nas necessidades do mercado”.
Nós decidimos arriscar neste momento. Mal ou bem, o futuro dirá.
O que temos hoje em pipeline:
→ 27 frações em processo ativo de licenciamento: 24 moradias para dar resposta às necessidades base do mercado mais 3 moradias de luxo em zona prime;
→ 40 a 50 fogos habitacionais em fase de desenvolvimento de projeto para submissão durante o mês de Abril;
→ 200 a 300 fogos habitacionais em fase de análise para desenvolvimento de projeto, o projeto de maior impacto que estamos a trabalhar.
→ 40 fogos habitacionais em fase de análise para otimização de projeto.
Não procuramos o fillet mignon. Sabemos que não chega às nossas mãos.
Mas também sabemos que quem está disposto a “roer os ossos”, com critério, paciência e os parceiros certos, acabar por “agarrar as oportunidades”.
Nada disto teria sido possível sem a visão do João Franco, que acredita, como nós, que investir para criar valor faz sentido mesmo quando as certezas ainda não existem.
Se tens um terreno ou edifício parado por dúvidas de licenciamento e ou falta de otimização do projeto, é exatamente esse o desafio que procuramos.
Não prometemos certezas. Prometemos análise séria, compromisso e risco partilhado.
📩 andrecasaca@laplace-intelligence.com 📞 91 967 01 57
Até breve,
André Casaca
Perguntas frequentes
Porque é que a Laplace deixou de vender apenas relatórios?
Porque aprendeu, de forma cara, que gerar pipeline sem o conseguir monetizar é uma ilusão. Os ciclos do imobiliário são longos, por vezes muito mais do que o esperado, e uma empresa sem cash-flow não sobrevive à espera deles.
Que fases teve essa evolução?
Em 2024 a Laplace focou-se na prestação de serviços. Em 2025 testou variantes para perceber onde podia fazer a diferença na criação de valor. Hoje coinveste em processos de desenvolvimento imobiliário.
A mudança foi planeada?
Não. O artigo é explícito: não foi uma estratégia brilhante desenhada numa sala de reuniões, foi uma evolução forçada pela realidade do mercado.
O que significa coinvestir num processo de desenvolvimento?
Significa assumir parte do risco do processo de valorização ao lado de quem detém o ativo, em vez de faturar um serviço e entregar um relatório, alinhando o resultado da Laplace com o resultado do proprietário.
Porque é que o cash-flow é decisivo no imobiliário?
Porque os ciclos são longos e o pipeline não paga salários. Entre o momento em que um processo é gerado e o momento em que gera receita pode passar muito mais tempo do que o previsto, e é nesse intervalo que uma empresa tecnicamente competente pode morrer.
Um abraço e até breve
Laplace




