Bem-vindos a 2026 – Entre Sonhos, Desejos e Necessidades!
Esta é a primeira reflexão do ano que pretendo partilhar com todos os que a quiserem ler. Aproveito, por isso, para vos desejar um ano fantástico, com muita saúde, felicidade e sucesso.
Pessoal e profissionalmente, 2026 não começou no passado dia 1 de janeiro, há precisamente uma semana. O que estou a escrever pode soar estranho.
O início da preparação para 2026 remonta a 12 de maio de 2023, quando uma proposta de indeferimento de uma licença de utilização me “retirou o chão, a estrutura e o telhado”. Literalmente, caí.
Hoje, dia 8 de janeiro de 2026, depois de alguns burnouts, muitos erros, muita dedicação e alguma loucura, tenho plena consciência de que, se esse mesmo dia 12 de maio tivesse “oferecido” um deferimento em vez de propor um indeferimento, não teria aprendido nem evoluído tanto quanto acredito que evoluí.
Depois de 12 de maio de 2023 — mais precisamente em novembro desse ano — decidi começar de novo. Não diria do zero, mas quase do zero.
Quase zero processos e zero clientes. Na prática, iniciei o ano com apenas dois clientes em monitorização de projeto. Curiosamente, foi precisamente no dia 8 de janeiro de 2024 que fechei o primeiro relatório de análise de viabilidade para um edifício em Lisboa, pela módica quantia de 1.600€ + IVA.
Não tinha um plano específico nem um serviço XPTO para apresentar (nem hoje tenho…). Mas tinha plena noção de que falhar naquela altura me obrigaria a “andar para trás”. Também percebi que não era possível continuar sozinho — apesar do medo de colocar outras pessoas em risco com as minhas ideias mirabolantes, muitas delas fracassadas.
2024 e 2025 foram anos de profundas aprendizagens e, muito provavelmente, escolhi o caminho mais difícil. A teimosia tem muita coisa má, mas por vezes ajuda-nos.
O facto de continuar a existir no mercado em 2026, agora com ideias mais alinhadas, uma equipa e mais espaço para “falhar”, dá-me a confiança para continuar a arriscar em benefício dos clientes, parceiros e de todos aqueles que querem fazer do mercado imobiliário português um mundo melhor.
O meu lado sonhador já me traiu muitas vezes, mas é também ele que me faz levantar da cama (bem cedo!!!) nos dias de tempestade.
Hoje sinto-me mais preparado para falhar e para lidar com a frustração. Os dias negros continuam a existir — e, sinceramente, acho que é um bom sinal. Sem desafios e problemas para resolver, a evolução e o crescimento não passam de miragens.
Hoje, dia 8 de janeiro de 2026, já não sou apenas o André Casaca.
Sou parte da equipa Laplace Real Estate Intelligence.
Continuamos com um plano em constante evolução, focados na prestação de serviços de consultoria imobiliária e determinados a regressar ao investimento e à promoção imobiliária.
A única decisão verdadeiramente “unilateral” que tomámos foi deixar de aceitar serviços de gestão de projetos imobiliários de terceiros sempre que não tenhamos “share” ou risco na equação.
Vamos manter a aposta na resiliência e numa regra simples: entregar mais do que nos é pedido.
Posto isto, deixo um agradecimento sincero a todos os participantes do mercado imobiliário com quem me cruzei — para o bem e para o mal. Se não fossem vocês, acredito que teria desistido antes do tempo.
Nunca se esqueçam: os sonhos fazem-nos voar, os desejos colocam-nos em perigo e as necessidades equilibram a balança. É preciso um bocadinho de cada para fazer acontecer “o que parece academicamente impossível”.
“Devagar e sempre”!
Nota: As duas últimas expressões do texto “roubei” a 2 amigos importantes nesta maratona que ainda nem sequer começou…
Um abraço e até breve,
André Casaca